Coronel de Infantaria “Comando” na situação de Reforma, nasceu em Lisboa em 25 de maio de 1946 e diplomou-se na Academia Militar em 1970, sendo nesse ano promovido a Alferes de Infantaria.

Está habilitado com o Curso de Estado Maior dos Exércitos Português e do Reino Unido.

Na sua vida dedicada ao estudo e ensino da História Militar, tem guiado visitas nacionais e internacionais aos campos de batalha de Aljubarrota, Buçaco, Roliça, Vimeiro e Montes Claros, bem como ás fortalezas de Tomar e Almeida.

Tem proferido conferências em Portugal e no estrangeiro, de onde destaca:

Sobre a Guerra Peninsular:

Na Academia Militar, na Academia da Força Aérea, no Colégio Militar, na Assembleia da República, na Comissão Portuguesa de História Militar, Figueira da Foz, Torres Vedras, Caldas da Rainha, Buçaco, Roliça, Vimeiro, Almeida, Évora, Coimbra, Porto, Portimão, Mangualde, Lourinhã, Elvas, Vila Real, Chaves, Aveiro, Ponte de Lima, Sobral de Monte Agraço e Arruda dos Vinhos.

Como professor da cadeira de História no Instituto de Altos Estudos Militares proferiu várias conferências sobre este tema, sendo de destacar o discurso oficial da comemoração dos duzentos anos da Batalha do Buçaco, proferido naquele campo de batalha perante S. Exª o Presidente da República, e S. A.R., o Duque de Kent, em representação de Reino Unido.

No campo de batalha de Waterloo e no Quartel General do Duque de Wellington, sobre a batalha de Waterloo e sobre a Guerra Peninsular, em conferências feitas ao Curso de Estado Maior do Exército Português, e ao Comando da NATO.

Em Badajoz, Cáceres, Madrid, Almendralejo e na Embaixada de Espanha em Lisboa, sobre a Guerra da Independência e as Invasões Francesas.

Na Escola de Estado Maior em Camberley, sobre o Duque de Wellington e as Linhas de Torres Vedras.

Outro tema a que tem dedicado a sua vida académica, é a Iª Guerra Mundial. Acerca deste tema tem proferido várias conferências tanto em Portugal como no estrangeiro. Assim:

Alocução no Mosteiro da Batalha nas cerimónias do 98º aniversário da batalha de La Lis.

Conferências em Lisboa, Academias Militar e da Força Aérea, Liga dos Combatentes, Comissão Portuguesa de História Militar, Associação de Comandos, e em Unidades Militares do Norte ao Sul de Portugal, com especial destaque para Chaves, Vila Real, Viseu.

Em vários estabelecimentos de ensino e Câmaras Municipais, com destaque para o Porto, Caldas da Rainha, Portimão, Tavira, Sobral de Monte Agraço, Vila Real, Aveiro, Ponte de Lima e Viana do Castelo.

Conferência produzida no 90º aniversário da batalha de La Lis, no campo de batalha, dirigida aos emigrantes portugueses e na presença dos Ministros da Defesa da França e de Portugal.

Conferências aos Cursos de Estado Maior de Portugal e ao Comando da NATO nos campos de batalha de Ypres, com especial incidência na Terceira Batalha de Ypres, conhecida como Batalha de Passechendele.

Outro tema que tem sido abordado pelo autor, é a Guerra Civil Americana. Sobre este tema, foram proferidas conferências em Portugal e nos Estados Unidos da América.

No Instituto de Altos Estudos Militares e em Cascais.

Conferência produzida para Oficiais do Exército Americano no campo de batalha de Gettysburg, durante uma visita que guiou aquele campo de batalha.

De entre os vários temas que tem abordado na História de Portugal, destaca a Crise de 1383-1385, fundamentalmente o relacionado com as batalhas de Atoleiros e Aljubarrota, em cujos campos de batalha tem proferido várias conferências e visitas guiadas, quer particulares quer oficiais, alargando essas visitas ao Mosteiro da Batalha, onde fala sobre a Dinastia de Avis, na Capela do Fundador e Panteão daquela Dinastia até ao Infante D. Afonso, filho de D. João II. Igualmente visita as Capelas Imperfeitas, onde se encontra sepultado o Rei. Duarte.

Dentro da História de Portugal, outro tema a que se tem dedicado é o da Guerra da Aclamação, sobre a qual já proferiu conferências em Portugal e em Espanha, sendo de destacar a sua intervenção nas cerimónias oficiais do 1º de Dezembro em Lisboa, e as conferências que sobre este tema, alargado à Causa da Independência de Portugal, proferiu na Escola Superior de Guerra em Madrid, e destinada aos alunos do Curso de Oficiais Generais do Exército Espanhol. Sobre este tema, destaca-se a visita guiada ao campo de batalha de Montes Claros.

Também tem dedicado a sua atenção ao tema relacionado com o Período do Primeiro e Segundo Liberalismos.

Assim, em visitas e conferências, o tema tem sido abordado no Instituto de Altos Estudos Militares, na Comissão Portuguesa de História Militar, no Real Clube Tauromáquico, no Turf Club, em Viana do Castelo e em Mafra, alargando-se este estudo com visitas guiadas ao campo de batalha de Asseiceira, e à Igreja de Santo André de Frades, aldeia da Póvoa de Lanhoso, onde se iniciou a Revolução da Maria da Fonte.

Nas visitas guiadas ao Convento de Cristo e à Igreja de Santa Maria do Olival, em Tomar, são evocadas em conferência preliminar à visita, as Ordens Militares dos Pobres Cavaleiros de Nosso Senhor Jesus Cristo do Templo de Salomão, universalmente conhecidos como Templários, e dos Pobres Cavaleiros de Nosso Senhor Jesus Cristo, sucessora daquela e conhecida como Ordem de Cristo.

Esta visita, várias vezes efetuada quer a nível nacional quer internacional, oficialmente ou a título particular, compõe-se de uma visita de tarde a Santa Maria e ao Convento, onde se faz uma descrição histórica das duas Ordens, ressaltando a sua importância para o Monumento.

E de uma visita noturna ao Convento, onde, e na medida do possível, se procura “fazer falar as pedras”, por forma a entrarmos dentro do mistério que, historicamente, sempre rodeou aquelas Ordens Militares.

Durante a visita, procura-se igualmente abordar episódios da nossa História ligados aquele extraordinário Monumento.

Tradicionalmente, a visita a Almeida procura coincidir com as celebrações do cerco e queda da vila durante a terceira Invasão francesa, e tem como ponto alto a recreação de uma batalha do período napoleónico. Aproveitando esta visita, o autor tem guiado uma visita ao campo de batalha de Fuentes de Oñoro, cenário do último episódio das chamadas invasões francesas de Portugal.

O Coronel Américo Henriques foi Professor no Instituto e Altos Estudos Militares; comandou Tropas na Escola Prática de Infantaria e no Regimento de Infantaria n. º15 em Tomar, altura em que o Convento de Cristo despertou a sua maior dedicação e estudo.

Foi Chefe de Estado-Maior do Comando Operacional dos Açores, Adido Militar de Portugal em Washington e Oficial de Informações no Quartel-General da Nato em Bruxelas.

Cumpriu uma Comissão de Serviço no Batalhão de Comandos de Moçambique durante a Guerra do Ultramar em 1972 – 1973, sendo este o ponto mais alto da sua carreira Militar.

Foi agraciado com várias condecorações Nacionais e Estrangeiras, delas se destacando a Medalha de Ouro de Serviços Distintos e o Grau de Comendador da Ordem Militar de Santiago da Espada imposto pelo S.Exa. o Presidente da República em 10 Jun 11.